Por que isso importa
Cada sistema conta o tempo a partir de uma data e numa unidade diferentes. Um mesmo instante é 1609459200 no Unix, 132539328000000000 no Windows e 631152000 no iPhone. Um erro de fuso, ou de horário de verão, muda a hora em uma ou mais horas e pode apontar para outro usuário num registro de IP compartilhado (CGNAT), em que a identificação depende da data, da hora, do fuso e da porta lógica.
Formatos
- Unix: segundos, milissegundos, micro ou nanossegundos desde 01/01/1970 UTC.
- Windows FILETIME: intervalos de 100 ns desde 01/01/1601 UTC (NTFS, registro do Windows, atalhos LNK). Em hexadecimal, aceita a ordem de bytes do disco (little-endian).
- Chrome/WebKit: microssegundos desde 01/01/1601 (histórico e cookies do Chrome e do Edge).
- Apple Cocoa: segundos desde 01/01/2001 UTC (iOS, macOS, bancos de dados de aplicativos); há variante em nanossegundos.
- HFS+: segundos desde 01/01/1904. GPS: segundos desde 06/01/1980, sem segundos intercalares (hoje 18 s à frente do UTC; a tabela histórica é aplicada).
- Excel: dias desde 30/12/1899. FAT/DOS: data e hora compactadas em 32 bits, na hora local do equipamento, com resolução de 2 segundos.
Detecção automática
Um número sozinho pode ser lido em vários formatos. A ferramenta mostra todas as leituras que caem entre 1990 e 2040; escolha a que combina com a origem do dado. Para não haver dúvida, escolha o formato na lista.
Fusos e horário de verão
Os fusos vêm da base de fusos horários do próprio navegador (IANA), que traz o histórico: o horário de verão brasileiro vigorou até fevereiro de 2019, com datas que mudaram quase todo ano. Na aba "Hora local → UTC", a hora repetida no fim do horário de verão é resolvida pela primeira ocorrência; confirme com a documentação do provedor nesses casos.